17 Nov

TEDxLisboaSalon – Quem decide a sua saúde?

A saúde é um tema que nunca deixará de ser motivo de grande interesse e discussão. Desde os novos avanços na medicina à simples questão sobre o que podemos fazer para nos mantermos saudáveis, a saúde é um assunto com diversos ângulos, que podemos e devemos explorar.
Nesta edição do TEDxLisboaSalon, queremos levar todos os presentes a refletir sobre o nosso direito de tomar decisões relacionadas com a nossa saúde, e como cada um de nós, exerce esse direito, no dia-a-dia.
Alguma vez investigou tratamentos alternativos ao que lhe foi proposto pelo seu médico?

Se esta questão foi suficiente para o fazer pensar sobre as suas decisões, junte-se a nós neste evento no próximo dia 19 de novembro, venha debater e explorar este tema com uma plateia envolvente e interessada.

22 Jul

TEDxLisboaSalon – Avaliação

“Olhamos para o sistema educativo como se fossem apenas os exames que importassem”, assim é aberto o debate sobre a avaliação, no terceiro TEDxLisboaSalon, na passada quarta-feira, dia 15.

A Biblioteca dos Coruchéus recebeu encarregados de educação, alunos, professores e psicólogos, num ambiente descontraído e de conversa. Todos eram convidados a participar e as opiniões divergentes enriqueceram a sala.

Como em questão se encontrava um tema complexo, a conversa foi inicialmente mediada pelo psicólogo José Morgado, um participante já frequente do TEDxLisboa.

“À partida quando falamos em avaliação pensamos logo em exames”. No entanto, é essencial analisar o rumo das aprendizagens ao longo do ano — “é uma ferramenta muito importante e indispensável”.

Por outro lado, percebeu-se que “Enquanto os testes, os trabalhos de casa e as apresentações orais estão cada vez mais a ser desvalorizados, os exames e os rankings acabam por merecer o destaque e toda a atenção”. Assim, algumas opiniões revelavam que o terceiro trimestre de cada ano equivale ao ano inteiro e é dedicado (quase sempre) em exclusivo à preparação para os exames.

“Ninguém fala do 7.º ano porque no 7.º ano não há exames”, conta José Morgado, “mas o que acontece no 7.º ano também é determinante para o sucesso do 9.º”.

A discussão estalou sobre os participantes logo quando começou a matéria “Exames” na sala. As perspetivas variavam: ora em favor dos exames, ora em detrimento destes e do próprio discurso que como nuvem negra paira no ar. O stress, o horror e o terror acabam por marcar esta medida — que alguns veem como única — de avaliação de todo o ano escolar. “Não são os exames que nos fazem mal”, explicam os alunos, “é tudo o que está à volta”.

Sabendo que existem crianças que lidam bem com a pressão dos exames, muitos preferem o rigor — “não permitem erros” ou colocam “expectativas para a excelência em tudo”. Para José Morgado, é o resultado de uma “cultura que olha para o erro, “uma sociedade que olha para a forma e não para o conteúdo”. O psicólogo revela que frequentemente faz uma experiência para ver como professores veem o erro, e que em 90% das vezes a resposta que recebe é “12 contas e 2 estão erradas”.

“Ninguém diz 12 contas e 10 estão certas, mas o erro é a coisa mais natural da aprendizagem”, continua o psicólogo, “e é preciso proteger quem está a aprender”.

Alguns pais presentes contam que os filhos consideram a nota “Suficiente” como negativa — “um dia disse-lhe que eu e o pai tivemos muitos Suficientes e só aí percebeu que não era assim tão mau”.

“É preciso mudar o discurso. Ter uma visão que tranquilize os miúdos e os incentive”, explica José Morgado. “Eu peço o melhor possível perante as circunstâncias, e o melhor possível pode ser 17, Suficiente ou 15”.

“Quem trata os filhos da mesma maneira?”, pergunta José Morgado aos colegas participantes. Ninguém levanta a mão. “Então como podemos ensinar todos da mesma maneira?”, continua, “é um mistério”.

Medimos para avaliar e, por isso, “só medindo sabemos que as crianças e os jovens estão a caminhar bem, como é que aprendem”. No entanto, “a escola não pode passar só conhecimento”.

Será que “a avaliação deveria recair sobre as atitudes, a curiosidade, a imaginação, a autonomia e a motivação”? As opiniões dos encarregados de educação dividem-se — “quero que o meu filho brinque mais, mas depois fica para trás”. Por outro lado, “cobro ao meu filho o esforço, o melhor possível, não o resultado ou a nota”.

Antes da entrada para a Faculdade acentua-se a pressão nos exames de 12.º ano. Os alunos não só terminam o secundário com uma determinada média, como ficam a saber se entram no curso que querem e em que lugar. Muitas vezes, as décimas decidem o futuro de muitos jovens.

Perguntámos às crianças o que é para elas a avaliação e as respostas são surpreendentes. Começando com a questão — o que é a avaliação? Pode ser um trabalho, um elemento de avaliação, uma prova que testa conhecimentos, uma forma dos professores avaliarem a matéria lecionada nas aulas, a avaliação serve para “os professores verem se somos bons ou maus alunos”. As crianças em geral não gostam muito, porque “fazem perguntas às quais por vezes não sabemos responder”. Mas, têm consciência que “os testes também fazem falta” e que o grau de dificuldade aumenta quando ouvem a palavra exames. Estes são “mais difíceis”, com “muita matéria”, “rasteiras” e “enorme pressão”. Nunca sabem se estão ou não preparados. O nervosismo toma conta deles que vão assustados fazer o exame.

Porém, para terminar, questionámos ainda: “Se não existissem exames o que aconteceria?” As respostas — “os professores iam avaliando diariamente”, “fazendo exercícios”, “perguntando oralmente”, com “revisões e testes mais ligeiros”, “trabalhos de casa e fichas”. Bastante fácil, não é? O desafio é ouvir as crianças e jovens, os alunos que aprendem. Para eles a avaliação não precisa de ser um “bicho papão”.

03 Jun

TEDxLisboaSalon – Voluntariado

Voluntariado: Sim ou Não? – Foi este o mote lançado no segundo TEDxLisboaSalon. De casa cheia, muito curiosa e bastante atenta iniciou-se a conversa com o moderador Duarte Paiva, Coordenador, Formador e Presidente de Direcção ACA – Associação Conversa Amiga.

Cada participante tinha consigo cartões de três cores diferentes: vermelho, amarelo e verde. O exercício era simples: responder a cada questão com cada um dos cartões.

O debate foi lançado com perguntas, respostas e opiniões. Será que devemos fazer voluntariado? Porque fazemos voluntariado? Porque não fazemos voluntariado? Quais as nossas motivações e interesses?

Duarte Paiva apresentou algumas conclusões de estudos sobre o voluntariado na União Europeia e no resto do mundo. Foi colocando à prova os participantes, que reagiam às interpelações. Assistimos a uma verdadeira troca de experiências.

Partindo da ideia “dou porque quero dar” e “invento tempo” para o voluntariado que faço “de forma desinteressada”, encontraram-se várias perspectivas: “estendo a mão, mas também recebo”, “quero ser útil e contribuir para a sociedade”, “voluntariado é um compromisso assumido voluntariamente”, “conhecer novas pessoas e novas realidades não pode ser a maior motivação para fazer voluntariado”, “o voluntariado é moda”, “o voluntariado é uma aprendizagem“, “o voluntariado pode promover a inclusão social e minimizar conflitos” e tantas outras para ficar a conhecer aqui. Partilhe também connosco a sua opinião.

Na origem da palavra ‘voluntário’ está a capacidade de escolha ou de decisão, explicou Duarte Paiva, e, no final, questionámos os participantes – “Ajuda-nos a arrumar as cadeiras? Sim ou Não?” – que aceitaram o desafio com um enorme sorriso.

1# Faço voluntariado porque… quero ajudar

“Dou porque quero dar. Estendo a mão, mas também recebo.”

“Faço voluntariado para ajudar o outro.”

“É preciso ter noção do que estamos dispostos a dar, a ajudar.”

“O voluntariado é uma forma de descobrirmos quem somos.”

“Aprendi muito em Inglaterra. Tenho a obrigação de ajudar. Lá eles têm a noção que não cabe ao Estado fazer tudo. Cabe-nos a nós.”

 

2# Faço voluntariado porque… tenho tempo livre e quero fazer alguma coisa de útil

“Quero ser útil e contribuir para a sociedade.”

“O tempo livre é construído por nós.”

“Se for preciso, invento tempo.”

“Quem não quer arranja desculpas, quem quer arranja tempo.”

“Posso dizer que não tenho tempo livre porque passo várias horas por dia em frente à televisão.”

 

3# Faço voluntariado porque… quero conhecer novas pessoas e realidades

“Tenho obrigação de ajudar o próximo e necessidade de participar.”

“Fazer voluntariado pode ser visto como uma saída à noite?”

“O voluntariado não pode ser encarado como um hobby, o voluntariado é um compromisso.”

“Conhecer novas pessoas e realidades não pode ser a maior motivação.”

“Disseram-me: não acha que devia estar em casa com os seus filhos?”

“Quando os meus amigos se divorciam a maior parte deles vai fazer voluntariado.”

“Conhecer novas pessoas e realidades pode ser um bom ponto de partida. Eu comecei a fazer voluntariado por empurrão.”

“O voluntariado é moda.”

“O voluntariado aproxima-nos de uma realidade.”

“As pessoas aparecem lá e uma semana ou duas depois deixam de aparecer.”

“Se eu conseguir ao fim de um ano ficar com um ou dois voluntários, já fico muito satisfeita.”

 

4# Significado da palavra voluntário: “capacidade de escolha ou de decisão”

“Ser voluntário é estabelecer um compromisso com a sociedade.”

“O voluntariado serve para formar pessoas responsáveis, para aprender, para enriquecer como cidadão.”

“Decidimos que queremos fazer voluntariado quando nos voluntariamos, quando temos a sensação de utilidade e liberdade para dizer ‘sim’.”

“O voluntariado é diferente de um trabalho remunerado porque não há dependência.”

 

5# Faço voluntariado porque… é importante para a minha empregabilidade

“Fica sempre bem no Curriculum Vitae. É sempre uma mais-valia”

“Hoje ao recrutar qualquer pessoa olha-se para o CV, se foi voluntário ou se faz voluntariado. É através do voluntariado que se ganham competências sociais, soft skills, muito importantes.”

“O motivo não interessa. Cada um terá o seu. Não acredito que um motivo seja mais válido que outro, desde que a pessoa acrescente valor.”

“Há 25 anos era muito difícil dizer que se fazia voluntariado.”

“No voluntariado aprendem-se coisas que não se aprendem na sala de aula.”

“Se as Universidades começam a impôr que se tenha voluntariado no Curriculum, deixa de ser feito de forma livre.”

 

6# Faço voluntariado porque… é uma forma cívica de participar

“Há empresas que usam a mão de obra dos empregados para mostrar que fazem serviço cívico.”

“Enquanto a empresa quiser que eu faça voluntariado porque parece bem, eu digo não.”

“O voluntariado faz parte da minha própria vontade.”

 

7# “O voluntariado é considerado como estando fortemente ligado tanto à aprendizagem não-formal e informal e contribui para o desenvolvimento pessoal, permitindo adquirir novas competências, reforçando também a empregabilidade”

 

8# “O voluntariado (…) representa hoje um dos instrumentos básicos de participação da sociedade civil…”

“O voluntariado não é só solidariedade social.”

 

9# Não faço voluntariado porque… é uma forma de exploração

“O voluntariado acaba onde começa o trabalho comunitário de cumprir uma pena.”

“Será que fazemos voluntariado de forma coagida?”

 

10# Não faço voluntariado… porque a maior parte do voluntariado é só caridade sem resolver os problemas

 

“As pessoas que dizem que o voluntariado é só caridade e não resolve os problemas não sabem do que estão a falar.”

 

11# Motivos para fazer voluntariado: eliminar a pobreza, melhorar a saúde e educação básicas, fornecer suprimento, água e saneamento, combater os problemas ambientais, e combater a exclusão social e os conflitos violentos

 

12# Não faço voluntariado porque… não gosto

“Há pessoas que têm vergonha de dizer que fazem voluntariado porque gostam.”

 

13# Não faço voluntariado porque… é para quem quer ir para o céu

“Existe um grande número de pessoas que quer fazer voluntariado no mês de Dezembro.”

“Fazer voluntariado não pressupõe uma recompensa, deve ser feito de forma desinteressada.”

“É preciso coragem para fazer voluntariado. Requer uma alteração de mentalidades.”

 

 

Concorda ou discorda? Participe deixando aqui a sua opinião!

05 Mar

TEDxLisboaSalon – Corrupção

“Quem conseguiu tomar café hoje?” – Assim começou o primeiro TEDxLisboaSalon. O café em teoria era grátis, mas para obtê-lo era preciso conhecer alguém da organização: era preciso arranjar uma cunha. O tema da conversa era Corrupção, qual é o nosso papel?

Num ambiente intimista, com poucas pessoas e muitas perguntas e opiniões, os participantes do TEDxLisboaSalon discutiram e refletiram sobre o papel de cada um de nós num fenómeno, que nos últimos tempos, está na boca do povo: corrupção. Apesar da recente mediatização do fenómeno (e da palavra), a corrupção não é um fenómeno novo. Como explicou Luís de Sousa, Professor da Universidade de Aveiro e Presidente da TIAC (Transparência e Integridade, Associação Cívica), a corrupção é um complexo fenómeno social com dimensões económicas, políticas, éticas e legais.

Luís de Sousa desafiou os participantes a comentarem uma série de afirmações polémicas sobre corrupção e mostrou alguns dos resultados de um inquérito feito em Portugal sobre Corrupção e Ética. As reacções dos participantes foram diversas. O debate estava lançado!

Veja aqui as frases polémicas postas a debate, os resultados do inquérito e algumas das opiniões partilhadas pelos participantes no primeiro TEDxLisboaSalon. E partilhe também a sua opinião.

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22 Set

Desejo TED: School in the Cloud

Sugata Mitra é um educador com um sonho: construir uma escola. Mas esta é uma escola diferente – Build a School in the Cloud (clique aqui para ver com legendas em português).

Através da Internet são utilizados recursos e dadas orientações, de maneira a criar um espaço virtual – “School in the Cloud” – onde as crianças podem explorar e aprender umas com as outras.

Tanto pediu que realizou o seu desejo. Foi o entusiasta Sugata que, na realidade, venceu o Prémio TED no ano passado – “As crianças ensinam-se umas às outras, se lhes forem fornecidos recursos para tal”.

Começou a sua pesquisa em pequenas vilas na Índia com um projecto – Hole in the Wall – e com uma questão que não lhe saía da cabeça: “Qual é o futuro da educação?”. Verdadeiramente inspirador Sugata responde perante uma audiência fascinada.

19 Set

As caras por detrás do TEDxLisboaED

O TEDxLisboaED não é só criatividade, ideias e inovação. É também pessoas.

São os voluntários, que dedicam o seu tempo e motivação, que fazem com que o TEDxLisboaED seja possível no dia 18 de outubro!

Conheça-os aqui:

17 Set

#MOB mobilizar é agir!

Dentro da sala de aula, escuta-se o ponteiro do relógio que conta cada segundo que passa. A porta está fechada, enquanto passa um pequeno raio de luz pela janela aberta.

Não falta o clássico globo, os livros pousados e abertos em cima das carteiras. Os alunos estão atentos ao Professor que os questiona de óculos e fartas sobrancelhas. Atentam na palavra escrita no quadro preto de giz.

Mas falta algo à palavra “Portuguê”. Os alunos, que mais se assemelham a hashtags, lêem letra a letra a palavra escrita a branco no quadro já gasto pelo tempo. Há algo que falta. Um deles, apercebe-se da ausência do “X”! Assim, exclamam entusiasmados.

Cada um deles já sabe que o mote deste TEDxLisboaED é #MOB mobilizar é agir! Não perca a oportunidade de partilhar connosco esta edição dedicada à mudança na Educação que se irá realizar no próximo dia 18 de Outubro, sábado, no Fórum Lisboa.

09 Set

A chave para o sucesso

A determinação, a coragem e a ambição são factores que influenciam o sucesso. Quem comprova é a professora de matemática Angela Lee Duckworth – “Como qualquer professor distribuía exercícios, avaliava testes, passava trabalhos de casa (…) e calculava as notas”.

Angela revela que, surpreendentemente, os alunos com melhores desempenhos não eram os que tinham elevados valores de QI, não eram os mais inteligentes. Eram, em contrapartida, os mais determinados: “aqueles com verdadeira paixão e perseverança em objectivos de longo prazo.” É através da resistência e da habilidade de agarrar o futuro, dia após dia, – conta – que se trabalha bastante para tornar o futuro sonhado numa realidade.

Após vários anos de estudo, esta professora de matemática chegou à conclusão que é necessária uma maior compreensão dos alunos e do que aprendem. De facto, crê que o ensino deve passar por uma perspectiva motivacional.

Dá testemunho da ideia que considera ser a melhor para gerar determinação. Esta denomina-se “growth mindset”, um conceito desenvolvido por Carol Dweck na Universidade de Stanford. Mas Angela não deixa de reforçar que são precisas mais ideias, a predisposição para falhar e aprender lições com os erros cometidos. Apela, assim, na determinação em tornar os alunos determinados.

Saiba como em pouco mais de 6 minutos na TED talkThe key to success? Grit (clique aqui para ver com legendas em português).

 

05 Set

Como ensinar professores a criar magia?

Passo #1.  Ver esta TED talk de Christopher Emdin – Teach teachers how to create magic (clique para ver com legendas em português).

Passo #2. Aprender a habilidade de encantar e ensinar ao mesmo tempo.

Passo #3. Utilizar a sala de aula como audiência.

Passo 4#. Praticar, praticar, praticar.  Sempre me disseram que o segredo de um bom mágico está em praticar (muito).

Passo 5#. Ouvir os comentários dos alunos: bons e maus. Escutar com atenção as sugestões feitas.

Passo 6#. Fazer uso do feedback e continuar a melhorar. Nunca esquecer que há sempre algo mais a fazer.

Passo 7#. Sempre que se sentir desmotivado: ted.com

Passo 8#. Voltar ao passo #4.

 

 

31 Ago

A imaginação pode ser medida?

Sabemos de cor o lema do TED: vale a pena espalhar ideias. Mas, para muitos a página ideias.ted.com é ainda desconhecida. Aqui são colocadas perguntas, exploradas ideias, dadas opiniões e recomendadas leituras. Curioso? Ora, parta à descoberta!

Mike Llewellyn em Idea in depth questiona-se se, porventura, será possível medir a imaginação – Can imagination be measured? (clique aqui para ler o artigo). Partindo de uma fotografia de um monumento famoso, a Estátua da Liberdade situada no porto de Nova Iorque, Mike começa por partilhar o significado da imaginação e explica que “entender como funciona a imaginação é importante”.

Continua o seu raciocínio adiantando que a imaginação “é responsável por formar representações mentais”. Assim, “planear o futuro, simpatizar com um desconhecido, conhecer a audiência, enganar o adversário, criar algo bonito ou projectar algo útil” faz com que seja necessário desenvolver a criatividade, explica.

Mike apresenta Scott Barry Kaufman, coordenador da área científica do Imagination Institute do Centro Penn para a Psicologia Positiva. É ele quem coordena todo o esforço para que se torne possível quantificar a imaginação. O Quociente de Imaginação é, portanto, uma alternativa ao padronizado Quociente de Inteligência que avalia as capacidades cognitivas.

Esta é uma chamada de atenção para a realidade actual, no mundo da educação, onde a inteligência não pode ser a única capacidade a ser considerada. Por sua vez, a imaginação assume os contornos de uma habilidade a ser desenvolvida. Faz, sentido não só capacitar para o que já existe – “what is” -, mas também investir na imaginação do que poderia ser – “what could be”.

Se “usamos a criatividade para improvisar soluções para problemas que nunca encontrámos antes”, então, “por que não quantificar e tornar a imaginação numa ferramenta valiosa?“ – questiona Kaufman.