31 Ago

A imaginação pode ser medida?

Sabemos de cor o lema do TED: vale a pena espalhar ideias. Mas, para muitos a página ideias.ted.com é ainda desconhecida. Aqui são colocadas perguntas, exploradas ideias, dadas opiniões e recomendadas leituras. Curioso? Ora, parta à descoberta!

Mike Llewellyn em Idea in depth questiona-se se, porventura, será possível medir a imaginação – Can imagination be measured? (clique aqui para ler o artigo). Partindo de uma fotografia de um monumento famoso, a Estátua da Liberdade situada no porto de Nova Iorque, Mike começa por partilhar o significado da imaginação e explica que “entender como funciona a imaginação é importante”.

Continua o seu raciocínio adiantando que a imaginação “é responsável por formar representações mentais”. Assim, “planear o futuro, simpatizar com um desconhecido, conhecer a audiência, enganar o adversário, criar algo bonito ou projectar algo útil” faz com que seja necessário desenvolver a criatividade, explica.

Mike apresenta Scott Barry Kaufman, coordenador da área científica do Imagination Institute do Centro Penn para a Psicologia Positiva. É ele quem coordena todo o esforço para que se torne possível quantificar a imaginação. O Quociente de Imaginação é, portanto, uma alternativa ao padronizado Quociente de Inteligência que avalia as capacidades cognitivas.

Esta é uma chamada de atenção para a realidade actual, no mundo da educação, onde a inteligência não pode ser a única capacidade a ser considerada. Por sua vez, a imaginação assume os contornos de uma habilidade a ser desenvolvida. Faz, sentido não só capacitar para o que já existe – “what is” -, mas também investir na imaginação do que poderia ser – “what could be”.

Se “usamos a criatividade para improvisar soluções para problemas que nunca encontrámos antes”, então, “por que não quantificar e tornar a imaginação numa ferramenta valiosa?“ – questiona Kaufman.

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